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O município de Diamantina, entrada para o Vale do Jequitinhonha, localiza-se no alto da Serra do Espinhaço, inserida na Bacia Hidrográfica do Rio Jequitinhonha. A sede está localizada a 1.250 metros de altitude, sendo o ponto máximo a Serra do Galheiro (1.548 mts) e o mínimo o Córrego Cana Brava (676 mts).

Abrangendo uma área de 4.672 Km2, Diamantina apresenta um extenso planalto irregular onde apenas 20% da área é plana e 20% ondulada. Esta característica peculiar do município favorece o surgimento de belas cachoeiras com grandes desníveis que podem ultrapassar a uma centena de metros.

A hidrografia é surpreendente, tendo como seus principais rios o Ribeirão do Inferno e o Rio Jequitinhonha, que devido a especificidade do terreno irregular formam pequenas, mas sedutoras, quedas d´água e piscinas naturais de grande interesse turístico.

A vegetação nativa é a Caatinga Arbórea ou Herbácea, representada pelos campos rupestres, onde predominam as gramíneas e a planta conhecida como sempre-viva, na atualidade, explorada artesanalmente. Também ocorrem na região alguns vestígios do cerrado representados por árvores de baixo porte e tortuosas. Considerando que em algumas áreas há maior fixação da água, pode-se, ainda, encontrar manchas de matas, e em regiões onde predomina o substrato rochoso de arenito e quartzito, nascem belas plantas que surgem entre as rochas.

Diante destes aspectos paisagísticos, Diamantina apresenta uma beleza cênica única, que potencializa essa região para o turismo.

Igreja CarmoIgreja Nossa Senhora do Carmo ( Rua do Carmo)

Construída entre 1760 e 1765 a mando de João Fernandes de Oliveira. È a mais rica de Diamantina possuindo um órgão feito no Arraial e trabalhado em ouro, possui riquíssima talha dourada de Francisco Antonio Lisboa e Manoel Pinto. São notáveis as pinturas no forro de José Soares de Araújo um dos expoentes máximos da pintura colonial  mineira. Uma de suas particularidades é possuir a torre na parte de trás. Esta era uma igreja da aristocracia tijucana.

Igreja Nossa Senhora do Rosário (Largo do Rosário)
Igreja Rosário
Construída em 1728 pelos escravos é uma das mais antigas da cidade. Foi renovada e ampliada em 1772, conservando a capela–mor original que recebeu em 1779 a pintura ilusionista de José  Soares de Araújo.A igreja recebe todo ano uma multidão para a tradicional Festa do Rosário, com procissão e cortejo.Praça Dom Joaquim, antigo largo do Rosário.

Igreja São Francisco
Igreja de São Francisco de Assis ( Praça Juscelino Kubitscheck)


Sua construção data do Século XVII, tendo suas obras iniciadas por volta de 1766. São notáveis as pinturas dos forros da capela–mor de autoria de José Soares de Araújo e de Silvestre Almeida Lopes, que destaca  a representação de São Francisco aos pés de Cristo na cruz, no forro da sacristia.

Casarão do Fórum (Pç. Juscelino Kubitschek)
Casarão Forum
Edificação das mais importantes do antigo Tijuco, presumível que tenha sido construída com destinação original de residência particular. Funcionou como Câmara Municipal e, nos porões a Cadeia Pública, atualmente funciona o Fórum.

Mercado Velho
Mercado Municipal (Pç. Barão de Guaicuí)


Construído em 1835 pelo Tenente Joaquim Sasimiro Lages. Serviu de residência e casa de comércio aumentado depois para abrigar tropeiros. Junto dele destaca-se o conjunto da Rua do Burgalhau, primeiras casas do antigo Arraial do Tijuco. O arquiteto Oscar Niemeyer inspirou-se nos seus arcos de madeira para imaginar os contornos do Palácio da Alvorada, construído em Brasília (DF).


Basílica do Sagrado Coração de Jesus (Pç. Sagrado Coração de Jesus)

BasílicaConstrução de fins do século XVIII em estilo neogótico. Possui belos vitrais franceses nas janelas, deixando o ambiente ainda mais suntuoso.


Casa da Glória
(Rua da Glória, 297)

Casa da Glória
A Casa da Glória constitui o antigo conjunto formado por duas casas separadas pela rua e ligadas por um passadiço, fechado ao nível do segundo pavimento. Foi residência dos intendentes dos diamantes e do primeiro Bispo de Diamantina, sagrado em 1864. Abrigou o Colégio Nossa Senhora das Dores das Irmãs Vicentinas. Hoje, abriga o Instituto de Geologia Eschwege.

Museu do Diamante (Rua Direita, 14)

Com data de 1789, esse casarão serviu de residência para o Inconfidente Pe. Rolim. Seu valioso acervo remonta aos tempos primitivos da mineração dos diamantes, possuindo ainda armas, jóias, pedras brutas preciosas e semi-preciosas, instrumentos de suplício e arqueologia, indumentárias e moedas dos áureos tempos da mineração.

CatedralCatedral Metropolitana de Santo Antônio (Pç. Corrêa Rabelo)

Construção recente, a Catedral de Santo Antônio marca o centro da cidade e substitui a antiga Sé, originária do período colonial, que serviu de matriz da freguesia e depois Sé do Bispado até a edificação do novo templo iniciada em 1933 e concluída em 1940. A frente procura seguir o modelo das Igrejas Litorâneas brasileiras, principalmente da Bahia e do Rio de Janeiro.



Casa da Chica da Silva (Pç. Lobo de Mesquita, 226)


Casa Chica SilvaO solar colonial foi residência temporária de João Fernandes de Oliveira e de Chica da Silva, até fixarem-se em uma mansão construída nos arredores da cidade. Na parte superior existem sacadas em todas as janelas. Ao lado, uma ampla varanda fechada por treliças. Um grande portão colonial leva ao pátio onde Chica da Silva tinha uma capela particular. É notável que nesta época esta mulher, negra, alcançou total poder, além de ter à sua disposição, grupos de teatro, grupos de dança e música, além de vários outros requintes. Era praticamente ela quem comandava os destinos do Arraial do Tijuco.

 
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